Então, você foi atraído de alguma maneira para o tema desse post: “vício em pornografia”!!! Lembre-se de que a pornografia, em si, não é uma novidade no mundo, nem trouxe, a princípio, qualquer mal ao ser humano.

Trata-se de uma expressão humana, adequada ou não, é uma expressão humana.

Contudo, o que mudou do passado para os dias atuais foi o mais fácil acesso a esse tipo de material e a velocidade em que a variedade dos estímulos pornográficos é apresentada.

Foi a internet que possibilitou esse acesso fácil, rápido e variado de conteúdo pornográfico. E, isso somado a um traço humana, que revelaremos no decorrer desse post, é o que trouxe o vício em pornografia.

Para entender esse distúrbio psicológico, é preciso primeiro entender o que é pornografia. Pornografia, conforme a Wikipédia, pode ser definida como qualquer material que desperta, de forma vulgar e explícita, pensamentos sexuais
Estima-se que o fenômeno da pornografia existe desde o período Paleolítico, com as estatuetas de Vênus. E, hoje, a pornografia é uma indústria que lucra cerca de 100 bilhões de dólares por ano.

Lembre-se do dado acima que afirma que a indústria pornográfica lucra muito. E, claro, para ela é importante manter consumidores ávidos e constantes, que passem horas conectados aos sites com “cardápio variado

Dessa forma, para entender um pouco mais sobre o vício que afeta majoritariamente homens, continue lendo o artigo.

O Que É O Vício Em Pornografia?

Para o pesquisador Simon-Louis Lajeunesse, não existem homens e mulheres que nunca tenham visto pornografia. Isso se dá por conta do fácil acesso que a internet nos oferece a esse tipo de conteúdo.

Entretanto, o consumo exagerado desse material é considerado um vício comportamental. O vício em pornografia é caracterizado pela busca constante e irresistível de consumir, cada vez mais, conteúdo pornográfico, a ponto de causar danos psicológicos, físicos e sociais.

A classificação do vício em pornografia como uma patologia é muito controversa entre os psicólogos. Isso acontece, apenas, porque ela ainda não tem o diagnóstico descrito no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V).

Entretanto, um levantamento realizado em 2014, feito pelo Instituto Kinsey, nos Estados Unidos, apontou que 9% dos consumidores de pornografia afirmaram ter vontade de parar, mas não conseguiram. Apesar da porcentagem pequena, quando é mostrado o número de pessoas que consomem pornografia, o número é bem alto.

Além disso, em uma pesquisa feita em 2000, pelos pesquisadores norte-americanos David L. Delmonico, Ron Burg e Al Cooper, 17% das pessoas que acessam conteúdos pornográficos na internet têm traços de compulsão sexual.

E o mais alarmante, Simon Lajeunesse diz que, na busca por pessoas que não tenham consumido pornografia, para servirem como grupo controle em alguns estudos, esses não apareceram. Noutras palavras, não há quem não tenha consumido pornografia na internet.

Causas Da Dependência Da Pornografia

Primeiramente, é preciso entender como funciona o vício e como ele afeta o cérebro.

Quando uma pessoa é viciada em algo, seu cérebro libera dopamina, o hormônio do prazer, ao nutrir esse vício. Esse neurotransmissor dá a sensação de liberdade, prazer e satisfação.

Entretanto, em qualquer tipo de vício, quanto mais o consumo da “droga” é repetido, mais estímulo a pessoa precisa para que o prazer se mantenha. Isso pode acarretar uma busca por um aumento da frequência de consumo, variação de estímulos para que isso traga a mesma sensação oferecida em momento anterior.

Desse modo, tudo que ocorre no corpo de uma pessoa viciada em álcool ou drogas ilícitas acontece também com a pessoa viciada em pornografia.

Além disso, nós, humanos, guardamos um traço evolutivo que nos torna sensíveis e alvos fáceis da indústria pornô: o efeito Coolidge. Vamos explicar isso por meio de um experimento:

Vício em Pornografia
De forma bem simples, considere os números na vertical relativos à quantidade de minutos até a ejaculação. Já na horizontal, ficam os números de apresentações da(s) ovelha(s) ao sujeito experimental carneiro.

Numa primeira fase desse experimento, o carneiro foi apresentado a uma fêmea receptiva à cópula e permaneceu com essa mesma fêmea até o final do experimento. De forma gráfica, pode-se verificar que há uma tendência de mais tempo entre uma cópula (investida sexual até a ejaculação) e outra. O bicho entra, a cada cópula, num período refratário maior. Noutras palavras, a cada ejaculação ele entra num período de descanso maior para revigoramento sexual.

Na segunda fase, o mesmo carneiro, noutro dia, foi colado numa situação em que, a cada ejaculação, a fêmea era trocada. Isto é, ele investia numa ovelha até ejacular e, após esse momento, a fêmea era trocada por uma nova fêmea receptiva. O que se pode observar no gráfico acima é que o carneiro tão logo recebia a nova fêmea, já investia numa cópula e logo ejaculava, quase sem variação de tempo. Nessa fase, observou-se o revigoramento do bicho era muito mais rápido e quase inexistia o período de descanso.

Efeito Coolidge

A esse fenômeno relatado acima foi dado o nome de Efeito Coolidge. Em linhas, gerais, o termo se refere ao fenômeno observado nas espécies de mamíferos, no qual os machos (e em menor extensão fêmeas), exibem interesse sexual renovado se apresentado a novas parceiras receptivas; mesmo após a cópula com parceira anterior e diante de parecerias sexuais disponíveis. O benefício evolucionário desse fenômeno é que um macho pode fertilizar várias fêmeas. O macho pode estar revigorado repetidamente para inseminação bem sucedida em várias fêmeas.

Efeito Coolidge E A Pornografia Na Internet

Mas, qual a relação entre o que está acima e a pornografia na telinha? Primeiro, o cérebro não diferencia muito a realidade da realidade virtual apresentada. Assim, no cérebro humano, existe um mecanismo que faz você querer fertilizar qualquer ser vivo que estiver na tela do computador.

Com o fácil acesso a diversos materiais pornográficos na internet, cada vez que os níveis de dopamina começam a cair, o viciado busca novas, cenas, novos vídeos, novas categorias de pornografia, porque isso traz novidade e aumentam os níveis do neurotransmissor.

Consequências Do Vício Em Conteúdo Pornográfico

Como qualquer outra compulsão, o vício em pornografia traz consequências físicas, mentais e sociais para o ser humano.

Existem diversos estudos que apontam que o vício em pornografia pode desencadear:

A perda de memória.
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade).
TOC (Transtorno Obsessivo e Compulsivo).
Fobias sociais.
Outrossim, as consequências físicas podem ser das mais variadas. Desde dores e perda de sensibilidade nos órgãos reprodutores até disfunções sexuais, comprovadas por diversas pesquisas. Estudos também verificaram que homens que passam muito tempo consumindo pornografia na internet parecem ter menos matéria cinzenta em algumas partes do cérebro, além de sofrerem redução da atividade cerebral.

Na questão social, a pessoa, com esse tipo de compulsão, tende a se afastar do parceiro e a perder o interesse sexual nele. Ainda, muitas vezes a pessoa pode desenvolver uma ansiedade social grave, prejudicando o convívio social com amigos, familiares e colegas de trabalho.

Outra consequência apontada em estudos é a depressão. Devido à baixa recepção de dopamina, após longos períodos de consumo de pornografia, a pessoa muitas vezes se vê em situações em que não sente vontade de fazer nada.

Ainda, de acordo com os pesquisadores norte-americanos Shawn Corne, John Briere e Lillian M. Esses, mulheres que foram expostas precocemente a conteúdos pornográficos tendem a aceitar alguns mitos do estupro e ter fantasias sexuais que envolvem estupro.

Por fim, muitas vezes as pessoas que são viciadas em pornografia tendem a se sujeitar a relacionamentos abusivos ou até a desenvolver psicopatias sexuais.

Os Desafios Do Indivíduo Viciado Em Pornografia

O principal desafio de um indivíduo viciado em pornografia é a identificação desse vício. Frequentemente os sintomas são relacionados a outros problemas e chegam às vezes até a serem tratados.

Entretanto, mesmo após ser identificado o vício, as pessoas muitas vezes não procuram tratamento por vergonha ou culpa. Na sociedade atual, ver pornografia pode gerar um conflito moral na vida da pessoa.

Apesar de ser uma compulsão que atinge tanto homens quanto mulheres, na sociedade atual, é mais “socialmente aceito” um homem ter esse tipo de vício do que uma mulher. Isso acontece porque tanto a cultura quanto a indústria pornográfica incentivam o público masculino a consumi-la. O consumo e o vício de pornografia, por parte da mulher, é mais julgado pela sociedade.

Quais São Os Sintomas Do Vício Em Sexo E Pornografia?

Devido à baixa de dopamina no cérebro, os sintomas começam a aparecer gradativamente. Muitas vezes, esses sintomas não são motivo de preocupação, já que a pessoa não se vê como uma viciada.

Alguns sintomas do vício em pornografia e sexo são:

Pouca satisfação e maior frequência de masturbação;
Dificuldade de ereção com pessoas reais;
Ansiedade social, que com o tempo pode se agravar;
Objetificação do sexo oposto;
Dificuldade de concentração;
Ejaculação retardada ou precoce;
Desinteresse sexual pelo parceiro;
Depressão, e
Perda de atratividade sexual.

Vício Em Pornografia E Disfunções Sexuais

De acordo com uma pesquisa apresentada em 2017, na reunião anual da Associação Americana de Urologia, homens viciados em pornografia têm mais chances de sofrer disfunção erétil. A pesquisa também mostrou que os homens são menos propensos a ficarem satisfeitos com a relação sexual.

Outra pesquisa, realizada na Universidade de Middlesex, apontou que as mulheres sofrem frustrações porque suas expectativas sexuais não são atingidas por homens iludidos por pornografia.

Além da impotência, o homem viciado em pornografia pode ter ejaculação retardada ou precoce. Ademais, a pessoa pode ter perda de sensibilidade na vagina (Death Schlick) ou no pênis (Death Grip).

Como Parar O Vício Em Pornografia?

Assim como qualquer outro compulsão, o vício em pornografia tem tratamento. Existem diversas instituições espalhadas pelo Brasil que oferecem esse tipo de tratamento. Além disso, é possível encontrar na internet fóruns para pessoas com esse vício compartilharem suas experiências.

O principal método para o tratamento da compulsão é o chamado Reboot. Ele consiste em desassociar prazer com pornografia, muitas vezes através de períodos de abstinência. Depois ele trabalha na associação do prazer a relações sexuais reais.

Essa prática é possível graças à flexibilidade e à capacidade adaptativa do cérebro humano.

Outro método existente iniciou-se na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e hoje é aplicado pelo Instituto Delete. Nele é realizado um detox digital com o objetivo de combater a compulsão não só por vídeos de teor sexual, como também por outras maneiras de uso negativo da tecnologia e da internet.

O Vício Em Pornografia E A Terapia Comportamental

As pessoas que desenvolveram vício em pornografia podem buscar tratamento, assim como os pais e responsáveis que percebem uma frequência de acesso a sites pornográficos pelo jovem.

A melhor forma é buscar a ajuda de psicólogos, sexólogos e grupos de apoio. No âmbito da psicologia, a terapia comportamental pode ser uma grande aliada para o tratamento do vício em pornografia.

Essa abordagem terapêutica encontra formas eficazes com o cliente para abandonar o vício. Isso é feito a partir do desenvolvimento/treino de habilidades sociais, aprendizagem e reaprendizagem de novas fontes de prazer existentes, criação de metas e táticas de autocontrole.

Além disso, outros tipos de tratamento relacionados à terapia comportamental que estão sendo indicados para o vício em pornografia são: a terapia cognitiva-comportamental e a terapia de aceitação e compromisso.

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MATÉRIA ORIGINAL DO SITE https://inpaonline.com.br/

elaborada por

Fábio Augusto Caló

@fabiocalo – Psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB. Atua desde 1998 como clínico, atendendo adultos e casais. Há duas décadas, tem realizado atendimentos, principalmente, na área da conjugalidade, da sexualidade e dos transtornos de ansiedade. Tem se interessado e pesquisado sobre assuntos atuais como “dependência de internet”, “vício em pornografia”, “traição online”, dentre outros. É palestrante e instrutor de cursos de desenvolvimento pessoal e cursos dirigidos a profissionais da saúde.

A ginasta norte-americana Simone Biles desistiu de competir nas finais das Olímpiadas de Tóquio e abriu um debate importante sobre saúde mental.

A ginasta norte-americana Simone Biles desistiu de competir nas finais das Olímpiadas de Tóquio e abriu um debate importante sobre saúde mental. Especialistas ouvidas pelo 6 Minutos dizem que no mundo corporativo existem muitas pessoas que precisam dizer ‘não’, como Biles, mas não conseguem. Em casos extremos, o funcionário pode desenvolver síndrome de Burnout, depressão e ansiedade.

“Existe vida além do trabalho. Sua carreira não é baseada em um ‘não’ que você diz, mas da postura do dia a dia e das suas entregas. O que acontece muitas vezes é que não falamos ‘não’ na hora certa e a sobrecarga prejudica as entregas e a produtividade”, afirma Erika Moraes, gerente de recrutamento da Robert Half.

Especialistas dizem que a atitude Biles, que priorizou a saúde mental em detrimento de uma possível medalha olímpica, deve inspirar quem está enfrentando problemas para buscar ajuda.

“Esse tipo de atitude encoraja as pessoas a admitirem que têm fraquezas, que são seres humanos. Se até a melhor do mundo, que se preparou e esperou quatro anos para as Olimpíadas, está dizendo que não dá conta, por que nós não podemos falar ‘não’? Eu vejo como uma excelente forma de encorajar as pessoas a assumirem suas vulnerabilidades e se colocarem em primeiro lugar”, afirma Moraes.

Quais os sinais de que é hora de parar? Não existe uma regra, cada um apresenta sinais diferentes. O segredo é o autoconhecimento para perceber quando a situação está fugindo do controle. Mesmo sem uma lista certa de sintomas, as especialistas elencam alguns que são comuns: baixa autoestima, agressividade, irritabilidade, problemas de memória, falta de motivação, procrastinação excessiva e incômodos físicos, como dores de cabeça e insônia.

“Às vezes as pessoas vão se acostumando com os sintomas, mas isso não é certo. O foco precisa ser prestar atenção em nós mesmos. Se a situação está se prolongando demais, vale a pena procurar um profissional para tentar entender o que está acontecendo”, afirma Jacqueline Resch, consultora e sócia-diretora da Resch RH.

Para Resch, a inteligência emocional é fundamental para evitar esgotamento mental e o grande perigo é que mesmo o profissional que gosta do trabalho que faz sucumba a pressões excessivas. “É um sinal de saúde mental poder dizer ‘chega’. Acho que temos que tomar cuidado com a sedução de que podemos tudo, da onipotência. Uma hora não dá mais”, afirma.

Como começar a jornada de autoconhecimento? Bianca Machado, gerente sênior B2B da Catho, indica o mindfulness, um método de meditação com foco em atenção plena no presente. “Pensar muito no passado ou no futuro gera ansiedade e depressão. Quando você treina para o presente, consegue estabelecer seus limites e passa a respeitá-los”, afirma Machado.

Outras indicações são praticar exercícios físicos e buscar ajuda especializadas, como mentorias, coaching e até mesmo terapia. Já que não tem recursos para investir, pode buscar por conteúdos e cursos gratuitos na internet.

Como as empresas podem ajudar o funcionário? O empregador deve sempre manter o diálogo aberto e acompanhar as atitudes dos colaboradores. Se uma pessoa que era muito motivada muda de comportamento e começa a ter problemas nas entregas, por exemplo, é hora de ficar alerta.

Para as especialistas, as empresas estão se tornando cada vez mais abertas e preocupadas com a saúde mental dos funcionários. “Esse movimento começou há uns 10, 15 anos, e a pandemia cristalizou essa onda. Percebemos que as empresas também podem ajudar a construir ambientes melhores, despertar o protagonismo de cuidado nas pessoas e, consequentemente, conseguir um aumento de produtividade”, afirma Machado.

A cultura de dizer “sim” para tudo tem muito a ver com a forma como gerações anteriores trabalhavam e viviam. Os baby boomers (entre 60 a 80 anos) e a geração X (entre 40 a 60 anos), por exemplo, viveram crises mais intensas, com períodos de guerra e inflação descontrolada.

“Essas crises foram tão fortes e o desemprego era tão alto que o medo de perder o emprego era muito maior. As pessoas sempre falavam que ‘sim’ pensando que ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’. Com os casos de ansiedade, estresse e depressão crescendo e isso refletindo negativamente nas organizações, elas começaram a pensar em formas de ter colaboradores mais felizes, saudáveis e emocionalmente seguros. Isso traz mais resultados para todos”, afirma Machado.

Desde a sua estreia com a apresentação de Roberto Justus, um fato sobre este programa chama atenção de quem o acompanha: muitos dos maridos e esposas que participam do confinamento acabam se separando depois de terem as vidas expostas na televisão. A coluna conversou com o psicólogo e neurocientista Fabiano de Abreu para entender por qual motivo isso acontece.

“Na presença constante e sob pressão, são revelados todos os pormenores da personalidade de um ao outro. O que sustenta o relacionamento é o mistério, a fantasia, a ‘eterna’ descoberta dos dois. A possibilidade de surpreender sempre. Quando não há mais esse mistério a ser revelado, o tédio entra em cena, a falta de admiração; e consequentemente a chama da paixão se extingue e tudo vira cinza. O reality show Power Couple Brasil promove uma ‘revelação total’, uma sinceridade que se transforma em ‘sincericídio’ da relação. E não é apenas este fator, a própria ‘fama’ pode revelar um eu desconhecido, um ego inflado que deseja voar só, por horizontes mais altos. As novas oportunidades distraem a consciência de que tudo é momentâneo e engana criando a hipótese de possibilidades mais enriquecedoras. Como se pudesse ter, sozinho em sua caminhada, uma nova vida mais feliz mediante ao sucesso”, afirmou Fabiano.

Ainda segundo o psicólogo, depois de vivenciar uma experiência como a do reality show de casais da Record, não há mais o conforto do “nós” entre eles. “Um dos pares quer desatar o nó e voltar a ser apenas ‘eu’. O narcisismo é reativado e potencializado, se um é famoso o outro se coloca no lugar de inferioridade, se submetendo a aceitação e, quem sabe, a sensação de aproveitamento, as chances de manter o relacionamento aumentam. O que pensa ser famoso, se coloca em posição de superioridade e o outro passa a ter uma segurança de estar com alguém que lhe satisfaz, mas quando isso acontece dos dois lados, há um conflito interno”, disse.

Ele afirma que o Power Couple também revela uma competição pelo espaço entre ambos. Num casal, sempre há um mais dominante e quando ambos sentem estar no mesmo patamar, uma rivalidade é criada e inconscientemente isso prejudica o relacionamento. “Para estabelecer uma relação duradoura, o casal não precisa ser perfeito em suas ações, mas necessita da condição da reciprocidade para que seja saudável”, finalizou.

Matéria retirada do site https://www.metropoles.com/ da Coluna de Léo Dias

O filme “Front of the Class” (em Português “O Primeiro da Classe” ou “Líder da Classe”) é um drama familiar que narra a história de um professor com Síndrome de Tourette.
 
Produzido inicialmente para a televisão norte-americana em 2008, o filme, baseado em fatos reais, retrata a vida de Brad Cohen, que convive desde os 6 anos de idade com a Síndrome de Tourette. Mas o que vem a ser, exatamente, esta Síndrome?
 
A síndrome de Tourette (ou “Síndrome de la Tourette”), é um transtorno neuropsiquiátrico, possivelmente hereditário, caracterizado por tiques, reações rápidas, espasmos ou vocalizações que ocorrem repetida e involuntariamente. Os tiques motores e vocais mudam constantemente de intensidade e não existem dois indivíduos no mundo que apresentem os mesmos sintomas. No DSM V a Síndrome de Tourette aparece como “Transtorno de Tourette” (307.23) e está dentro dos Transtornos do Neurodesenvolvimento. No CID-10 está descrito no código F95.2: “transtorno de tiques vocais e motores múltiplos combinados (síndrome de Gilles de la Tourette)”.
 
A Síndrome geralmente se manifesta na infância, eventualmente atingindo estágios crônicos, mas menos severos, em adultos. A maioria das pessoas afetadas é do sexo masculino (3 em cada 4 casos) e a Síndrome se torna mais evidente quando o indivíduo está ansioso. Estudos epidemiológicos variam consideravelmente, mas acredita-se que menos de 1% da população sofra da Síndrome. Comorbidades incluem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Depressão e Ansiedade.
 
A doença foi descrita pela primeira vez em 1825, pelo médico francês Jean Marc Gaspard Itard. Mais tarde, em 1885, Georges Albert Edouard Brutus Gilles de la Tourette, também Francês, publicou um relato de nove casos da doença, que denominou “Maladie des tics convulsifs avec coprolalie” (“Doença dos tiques convulsivos com coprolalia”). (Coprolalia é a repetição de palavras obcenas e/ou insultos). Posteriormente a doença foi renomeada “Doença de Gilles de la Tourette”, por Jean-Martin Charcot.
 
A possibilidade de que a Síndrome de Tourette pudesse ter origem orgânica só foi considerada a partir de 1920, mas foi apenas em 1965, por influência do trabalho de Arthur K. Shapiro, que os pacientes começaram a ser tratados com haloperidol. Atualmente, a Síndrome de Tourette não tem cura, mas os sintomas podem ser amenizados através de medicações e terapia cognitivo-comportamental.
 
Voltando ao filme, este inicia mostrando a infância de Brad e sua família: uma mãe incansável, um pai ausente, e um irmão protetor. Brad só é diagnosticado corretamente aos 12 anos de idade, por esforço de sua própria mãe. Até esse momento, o menino era tido como indisciplinado, sofrendo preconceito por parte de todos à sua volta, incluíndo professores, colegas de classe e pelo próprio pai, que acha que os tiques de Brad são uma tentativa de chamar a atenção.
 
Alternando entre a infância e a vida adulta de Brad, a narrativa tem como foco sua determinação em ser contratado como professor de educação infantil, sendo constantemente rejeitado pelas escolas, apesar de possuir um currículo invejável.
 
Ao longo do filme, surgem diversos temas interessantes para discussão: preconceito, limitação, frustração, culpa, motivação, amor e apoio incondicional. Brad acaba se tornando um excelente professor, não a despeito da Síndrome Tourette, mas por causa dela. Afinal, o que é importante de ser ensinado?
 
“O Primeiro da Classe” é um filme leve, inspirador, que deve ser assistido por todos aqueles que se interessam pelas áreas de saúde mental ou educação. Encantador, tanto para adultos como para crianças.
Texto de

Adriana Nunan

(CRP 05/25233) é psicóloga e terapeuta cognitiva, certificada pela FBTC (Federação Brasileira de Terapias Cognitivas).

De um lado, nós, espectadores, seguindo de perto a vida de outras pessoas dia após dia de maneira sem precedentes. Do outro, os moradores da “casa mais vigiada do Brasil” sendo observados 24 horas por dia, sete dias por semana. Os “brothers” sabem disso e acabam adaptando seu comportamento à situação em que se encontram. Assim como na vida aqui do lado de fora, ocorrem fofocas, conchavos, intrigas e disputas, mas tudo com uma pitada a mais de tensão e inquietude.BBB21: Big Boss dá bronca e punição para os participantes - Márcia Piovesan

Para nós, toda essa apreensão pode parecer “normal” mas, na verdade, há uma série de efeitos psicológicos que esses participantes sofrem sem ter lá muita consciência. Apenas uma coisa é certa: há mais angústia e inquietação do que o normal. Por que isso acontece?

Me acompanhe que vou lhe dar algumas pistas.

Sobre ser observado

Big Brother Brasil | Carla Diaz relembra descoberta de câncer na tireóide: 'Me fez pensar sobre a vida' | GloboplayUm grupo de pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, identificou três pontos no campus com taxas extremamente elevadas de roubo de bicicleta. Com essa informação em mãos, eles afixaram desenhos de “olhos abertos” em cada local onde os roubos ocorriam, juntamente com um cartaz em que se lia: “Ladrões: Nós estamos de olho em vocês”.

Descobriu-se algo incrível: o experimento produziu um efeito inesperado e impressionante. A redução nos roubos em cada um dos três locais foi nada menos do que 62%! Isso só pela presença de um desenho –veja bem, desenho– de olhos abertos.

Agora, imagine o que acontece com os participantes do reality, que sabem que existem dezenas de câmeras registrando todos os seus movimentos. Se já é constrangedor para muita gente ver-se em evidência em uma situação social momentânea, como por exemplo, dar uma aula ou expor sua opinião em uma reunião, o que dizer do fato de ter milhões de pares de olhos observando seus passos durante semanas?

Sentir-se observado tem forte impacto no comportamento humano. E, no caso do programa, ser observado por três meses seguidos tem dois efeitos:

1) Tentar controlar atitudes e reações nos momentos em que estão conscientes das câmeras;
2) Agir de maneira mais livre quando se esquecem das câmeras.

Não se engane achando que “nada” mudaria em sua conduta se você estivesse lá. Saiba que não está tanto assim em suas mãos. É seu cérebro primitivo que reage a um possível estímulo.

Sobre estar confinado

Viver em um ambiente “não natural” também interfere muito nas estratégias de enfrentamento. Ambientes “excepcionais”, como uma base polar, uma estação espacial, um submarino, prisão, UTI ou sala de isolamento, entre outros, podem propiciar o aparecimento de perda de identidade como uma espécie de anestesia emocional. (2)

Choro de Fiuk vira piada e jeito do cantor rende memes. Confira! | BBB | O DIAEntre prisioneiros confinados em solitárias, por exemplo, há relatos de ansiedade extrema, raiva, mudanças mais intensas de humor e, finalmente, diminuição do controle dos impulsos, levando as pessoas a assumirem comportamentos de maior risco. Muitas vezes, concluem os pesquisadores, ataques de pânico e níveis mais altos de depressão e de perda de memória estão igualmente mais presentes. (3)

Voltando aos nossos Brothers, quem eles se tornariam depois de algum tempo? Embora não vivam uma situação tão extrema quanto a dos prisioneiros, a noção de autonomia pessoal está diretamente atrelada à noção de autoestima, a qual, nessas circunstâncias, possivelmente decai de maneira vertiginosa.

Sobre perder a privacidade

Os efeitos psicológicos são imediatos. Na vida real, quando não gostamos de alguém, podemos nos afastar e, assim, neutralizar sentimentos e emoções ruins – o que diminui de maneira expressiva nossos níveis de tensão e de ameaça.

Como sabemos, herdamos de nossos antepassados o mecanismo “de luta ou fuga”, um poderosíssimo recurso de sobrevivência que nos incita a dar fim a um estímulo ameaçador (ou desagradável) a todo custo, seja fugindo ou atacando.

BBB 21: Descontrole de Gil e briga entre Karol e Camilla marcam o diaNa casa do Big Brother, a possibilidade de fuga é confiscada dos moradores. Se a pessoa não pode fugir, só lhe resta atacar. É por isso que os motivos mais triviais geram respostas hostis ou exacerbadas, ainda que reagir daquela maneira não seja do estilo pessoal.

Moral de estória: quanto mais tempo permanecerem nesse local, mais irritadiços, impacientes e intolerantes com o outro se mostrarão. (4)

Conclusão

Em um ambiente monitorado 24 horas por dia durante três meses, podemos imaginar quanta tensão se acumula entre os brothers. Por se sentirem observados, perdem sua espontaneidade, enquanto o confinamento produz neles irritação e estresse e, com a falta de privacidade significando intimidade totalmente devassada, a possibilidade de se tornarem mais agressivos é grande, bem como, por se sentirem sempre em risco, o instinto de luta é constantemente ativado.

De fato, o que se vê é um verdadeiro caldeirão de processos psicológicos. E os resultados são imprevisíveis, como comprova um experimento que simulou uma prisão com voluntários universitários na Universidade de Stanford (5).

Bem, depois disso tudo, se você ainda acha que seria fácil encarar um programa como este, pense melhor. Eu posso lhe assegurar que viver um “Big Brother Brasil” não é para qualquer um.

Txxto por Dr. Cristiano Nabuco

Retirado do site https://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/

Para muita gente, a famosa Black Friday significa uma oportunidade de comprar aquilo que está precisando por um preço mais em conta, não é? É assim para você?

Para outras pessoas, entretanto, é a oportunidade para comprar, simplesmente, o que quer que seja. E aí é onde está o grande perigo da Black Friday!

Apesar das ofertas tentadoras, por que sentimos tanta necessidade de comprar?

A psicóloga Sarah Lopes, do HapVida Saúde, especialista em psicologia, alerta sobre esse comportamento do consumidor. Ela chama a atenção de que o problema não é aproveitar grandes promoções para economizar, mas sim quando comprar vira uma necessidade incontrolável. “A compra deixa de ser natural e passa a ser compulsiva. O comprar se torna algo inevitável e desnecessário, ou até mesmo quando o pensamento do indivíduo permanece na ação de comprar”. As pessoas devem ficar de olho na linha que há entre gostar de comprar e a compulsão por compras, afirmou ela.

Promoções como a Black Friday enchem os olhos do consumidor, que acaba, muitas vezes, comprando coisas que não precisam – apenas pelo preço bom. É preciso ter muito cuidado, analisar muito bem as finanças e as necessidades antes de comprar, e fazer a pesquisa de preço para não cair no deslumbramento das promoções e acabar com as contas no vermelho.

Para as pessoas que compram muito ou tem certo grau de compulsão com compras, é necessário haver um limite com essas promoções (seja por limite de produtos ou valor) ou até mesmo evitá-las, e procurar ajuda de um especialista.

Quem é diagnosticado com compulsão não deve ter cartões de créditos ou algo que permita sua compra. A psicóloga afirma que  “o indivíduo compulsivo deve sempre sair de casa com um único objetivo e com valor em espécie para este fim. Caso seja uma compra muito alta poderá ser acompanhado por alguém que possa sempre limitar as compras”.

Independente de ser Black Friday ou não, é importante ter o controle das finanças. Comprar deve ser algo consciente!

 

Fonte: Jornal A União

A Neuropsicologia avalia a função cerebral a partir do comportamento cognitivo, sensorial, motor, emocional e social do indivíduo (Lezak, 1992). Aplica-se a bebês e crianças, adultos e idosos. 

A Avaliação Neuropsicológica é o estudo detalhado das funções cognitivas, emocionais e comportamentais, sendo considerada uma avaliação funcional do cérebro. Esta avaliação além de fornecer  importantes informações diagnósticas sobre a criança, apresenta um papel fundamental do ponto de vista preventivo, sendo a identificação precoce dos transtornos do desenvolvimento um fator  fundamental para estabelecer e estruturar rotinas de tratamentos e orientações com foco na prevenção de dificuldades ou transtornos mais sérios em outras etapas da vida.

Através de instrumentos psicométricos, escalas do desenvolvimento e análise qualitativa da produção do paciente, consegue-se identificar precocemente alterações no desenvolvimento cognitivo e comportamental, nos permitindo avaliar as seguintes funções cognitivas: praxias; gnosias; habilidades visuo-perceptivas, construtivas e espaciais; velocidade de processamento de informação; linguagem; memória; funções executivas (flexibilidade mental, abstração, formação de estratégias e de conceitos, atenção e concentração) e eficiência intelectual.

Entre as principais queixas escolares e até mesmo familiares são freqüentes: 1) Problemas de Aprendizagem; 2) Queixas de atenção e agitação; 3) Dificuldade para memorizar conteúdos acadêmicos; 4) Dificuldade em compreender instruções de ordens mais complexas; 5) Dislexia/ Discalculia; 6) Transtornos de Linguagem; 7) outros

Estas queixas acabam despertando dificuldades emocionais e comportamentais nas crianças, que passam a apresentar comportamentos opositores, desafiadores, mutismo seletivo, agressividade, passividade, condutas indevidas frente ao ambiente escolar, familiar e social.

Observando-se claramente que alterações do funcionamento cognitivo interferem diretamente em alterações do comportamento e vice versa.

 

Dessa forma, a Avaliação Neuropsicológica Infantil caracteriza o modo como ocorre o funcionamento neuropsicológico de cada criança e de que forma este funcionamento interfere nas funções cerebrais e consequentemente sua influencia na aprendizagem.

 

A avaliação permite realizar diagnósticos precoces e diferenciais, proporcionando intervenções terapêuticas que contribuem e reestabelecem as funções cognitivas com funcionamento inadequado, visto que o cérebro da criança encontra-se em desenvolvimento e é plenamente favorecido pela Neuroplasticidade ou Plasticidade Neuronal , que refere-se à capacidade do sistema nervoso de mudar e adaptar-se funcionalmente e estruturalmente.

 

Além das indicações relacionadas à dificuldade de aprendizagem, desatenção e hiperatividade, indica-se a avaliação neuropsicológica para autismo, síndromes genéticas doenças neurológicas, transtornos invasivos do desenvolvimento e outros.

 

O mais importante, é que os Pais e a Escola se dêem conta da criança como um todo, observando constantemente seu desempenho cognitivo, seu comportamento, suas potencialidades e dificuldades, habilidades sociais e adaptativas. Buscando sempre que necessário o auxilio de um profissional.

Texto de:

Simone S. Drigo – Neuropsicóloga e Psicóloga Clínica da Clia Psicologia Saúde e Educação

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Somatização e Retroflexão – Quando o corpo aguenta o que as palavras não dizem: Durante a terapia, Ana se queixava de muitas dores físicas. Sentia dores de cabeça freqüentes e intensas que apareciam de repente, muito cansaço, dores de garganta e tonturas ocasionais.
Toda a sua angústia estava focada no seu físico, a principal causa do seu desconforto emocional. Seus pensamentos e preocupações giravam em torno de sua saúde e por isso consultava o seu médico muitas vezes.

Em uma das visitas, o terapeuta pediu para ela fechar os olhos e se concentrar nas sensações do seu corpo. Ela foi guiada por diferentes partes do corpo, até chegar no rosto. Naquele momento, Ana percebeu que seu rosto estava tenso e sua mandíbula bem fechada. O terapeuta pediu para ela exagerar o gesto e mantê-lo por um tempo. Ana fechou os dentes com força e, depois de um tempo, começou a sentir uma dor muito semelhante à da enxaqueca. Depois de relaxar a mandíbula, ele pediu para ela repetir o gesto, mas desta vez, mostrando os dentes e fazendo movimento. O terapeuta perguntou: “O que a sua boca pede pra você fazer?” E Ana respondeu sem pensar muito “Morder…” Então ele perguntou: “O quê ou quem você quer morder?”

Quando você não fala, o corpo sente. Quando não há consciência clara da emoção, ela é expressa através do corpo. A dessensibilização é um bloqueio que nos impede de ser conscientes de nossas necessidades emocionais. Na maioria das vezes que essas necessidades não alcançam a consciência, o corpo é cobrado por causa da energia mobilizada pela necessidade emocional. O exemplo mais claro que podemos citar é a expressão emocional da raiva. Ana sentia raiva sempre que seu chefe lhe pedia para fazer uma tarefa que considerava desleal ou excessiva em relação à prazos. A saída adequada para essa raiva é estabelecer um limite, ou seja, simplesmente dizer ao seu chefe coisas como: “Acredito que não posso atender seu pedido até essa data”, “Vou fazer um esforço, mas eu já estou trabalhando no limite e você precisa contratar mais pessoas”, etc. Por razões relacionadas com a sua história biográfica, Ana não poderia expressar ou sentir claramente que estava com raiva. Ela aprendeu que devia se sentir continuamente grata ao avô que a criou, e que não é permitido mostrar qualquer raiva ou insatisfação. Dessa forma, foi depositado em seu corpo uma pegada biológica de raiva: os braços e os ombros tensos, sua mandíbula fechada, etc.

Em casos como o de Ana, a energia muscular necessária para expressar uma emoção mobilizada é selada imediatamente, o resultado é uma postura muscular crônica. Esta armadura muscular, por um lado, é uma fonte de desconforto físico, por outro, serve como uma descoberta da angústia, visto que, geralmente, as pessoas não são conscientes de como se sentem até que haja uma mudança física. Neste caso, por exemplo, seria quando o terapeuta convida Ana a exagerar uma posição particular e meditar em como a dor se origina, ou mobilizar / ou relaxar os músculos envolvidos.

Na Terapia Gestalt, chamamos de retroflexão o processo pelo qual a energia usada para expressar certa necessidade emocional é mobilizada sem emoção, podendo se tornar consciente. Nestes casos, as pessoas geralmente caem em processos como: “faço comigo o que eu não posso fazer à minha volta”, ou seja, a energia mobilizada volta contra si mesmo. Esta forma de bloqueio emocional pode ser a fonte de sintomas muito diferentes: desde pacientes como Ana, que carrega uma tensão muscular psicossomática, ataques de ansiedade e comportamentos como roer as unhas, até pacientes em um nível mais cognitivo que acabam se enchendo de culpa porque não conseguem expressar com clareza a raiva que sentem no momento.

Em muitos momentos de nossas vidas, nos deparamos com uma sensação de vazio. Ela acontece em diversos momentos da vida, por várias razões, por exemplo, por sentir falta de alguma coisa em sua vida.
Podemos abandonar a nós mesmos inconscientemente e até mesmo em situações inusitadas. Seja por depressão e falta de motivação, ou por estar se esforçando ao extremo para obter a perfeição e a aprovação dos outros.
Isto também acontece quando mudamos prioridades como trabalhar e deixar de dormir, fazer exercício, gerando uma carga de stress alta que desencadeia a ansiedade e a depressão.
Seja como for, a sensação de vazio pode ser sintoma de várias coisas. Desde uma simples mudança em nossa vida, como até de algum transtorno mais grave.
Caso você percebeu que tem este vazio, é importante procurar um psicólogo.

Ele poderá descobrir as causas do vazio e lhe dar o tratamento adequado.

 

 

Psicóloga Gláucia - R2 PSICOLOGIA

Psicóloga Glaucia Alves Velloso Bueno

CRP: 12/15665
Graduação em Psicologia pela Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE)

Conversamos com especialistas para desfazer os mitos que rondam os consultórios e convencer você (e seu parceiro) de que chegou a hora de discutir a relação

R2 Psicologia | Terapia de Casal

Ainda tem quem encare a terapia de casal como o último recurso de uma dupla infeliz às vésperas do divórcio. Não é. Cada vez mais, ela pode e tem sido usada para solucionar um conflito entre parceiros que anda emperrando a vida a dois. Aliás, de maneira geral, quanto antes se buscar auxílio, melhor. “Senão, pode ser tarde demais”, avalia Ailton Amélio da Silva, professor de psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e autor de Relacionamento Amoroso (Publifolha), entre outros livros do gênero. “É comum o casal procurar um profissional só quando já há muito desgaste e mágoa na relação. Aí, fica difícil mesmo reverter o quadro”, admite. Ele e outros três especialistas, todos com larga experiência em atender cônjuges (e mesmo noivos e namorados que ainda não vivem juntos), ajudam a entender melhor do que se trata (ou não) o divã a dois e como aproveitar o tempo em frente ao terapeuta para levar o relacionamento adiante.

1. O objetivo é ficar junto, ou separado e feliz

Manter o casal unido e em harmonia é o objetivo maior. “Se a decisão de se separar já está tomada por ambos, não é necessário procurar um terapeuta, mas um advogado”, resume Flávio Gikovate, psicoterapeuta e autor de livros como Uma Nova Visão do Amor (MG Editores). Caso apenas uma das partes queira o fim ou se ninguém está pensando em terminar, mas os conflitos estão perdurando ou trazendo angústia, então há questões a ser trabalhadas. Qualquer que tenha sido o motivo, se depois das sessões cada um resolveu ir para o seu lado, não significa que o processo deu errado. “Se for para se divorciar, que a separação se dê de forma amena para o bem de cada um e dos filhos, se houver. A tendência é que os conflitos se agravem no momento da separação. Nisso, o profissional pode ajudar bastante”, diz Gikovate.

 

2. A vida amorosa não tem que ser um mar de rosas

“Em um relacionamento, vários elementos entram em jogo”, lembra Ailton Amélio. Da história de vida ao temperamento de cada um, passando pelo comportamento na cama. E da mesma forma que há uma variedade de temas envolvidos, há também  possibilidades de desacordos. A questão não é evitá-los, mas ter capacidade de lidar com eles quando aparecem. “Isso pode significar tanto solucioná-los como decidir que vale a pena conviver com eles”, diz o psicanalista Luiz Hanns, autor de A Equação do Casamento (Companhia das Letras).

 

3. Nem tudo se resolve com conversa

O diálogo pode ser curativo em muitos casos, mas não é a saída para tudo. “Às vezes, o conflito não tem solução, mesmo que os dois se gostem”, diz a psicanalista Mena Mota, de São Paulo. Isso em geral ocorre quando os projetos de vida são muito distintos – um quer filhos, o outro não, por exemplo. “Entrar em acordo pressupõe abrir mão, o que faz parte de toda relação. Mas, quando as visões de mundo são muito diferentes, pode acontecer de um se anular para satisfazer o outro”, afirma. Essa estratégia, aprende-se (quase) sempre, costuma ter tempo limitado.

 

4. O processo às vezes é desgastante

Para Hanns, muitos têm mais resistência à terapia conjunta porque ela em geral surge em função de conflitos. “Na individual, cada um apresenta só sua versão dos fatos”, acrescenta. “Na de casal, sua visão pode ser contestada pelo outro, gerando confronto.” Choro e até ofensas são reações comuns. E aí cabe ao profissional ajudar a organizar a conversa.

 

5. Não há juiz

O papel do terapeuta é o de mediador, não de fã de um dos parceiros nem tampouco de juiz da situação ou dono da verdade. “Cabe ao bom profissional procurar entender aqueles indivíduos e o casal como um todo. Ele é como um hacker que tenta entrar no software de cada um para buscar um ponto de convergência entre ambos e fazer a costura”, pondera Gikovate.

 

6. Você não precisa contar tudo

Na terapia individual, todo conteúdo que o paciente apresentar é bem-vindo, inclusive devaneios que passam pela cabeça, fantasias, sonhos… Mas, quando a sessão é dividida, algumas questões podem ser mantidas do lado de fora – e até devem. “É claro que tem de haver uma boa dose de entrega, mas não é preciso falar tudo”, avalia Hanns. “Certa vez, uma paciente disse que o ex era mais bem-dotado. O marido ficou magoado e não conseguiu superar isso. A vida sexual ficou prejudicada. São coisas que podem vir à nossa mente, mas que, se o outro souber, são capazes de fazer um estrago.” Dê prioridade ao que vem provocando angústia e que, compartilhado com o outro, pode levar a uma nova etapa do relacionamento.

 

7. O problema pode ser pontual

A terapia também é útil (e muito) para resolver situações específicas, como dificuldades para chegar a um acordo sobre as finanças ou a educação dos filhos e até transtornos no relacionamento com os parentes, por exemplo. “Já trabalhei de forma bem-sucedida vários tipos de questões mais focadas em três meses de terapia”, conta Mena.

 

8. Não basta ir, tem que participar

Como na terapia individual, é preciso sentir empatia pelo profissional e se envolver com o processo. “É muito comum que um dos parceiros não esteja disposto a se expor ou investir na relação, enquanto o outro está”, diz Hanns. “Cabe ao terapeuta perceber isso e trabalhar a questão. Até porque, se a indisposição permanece, o trabalho fica inviável.” Em casos assim, é possível que se proponham algumas sessões individuais para entender o que está acontecendo. “Às vezes, preparo o paciente sozinho para que ele se expresse melhor em conjunto”, explica Mena.

 

9. O que acontece no consultório fica no consultório

 

Vocês dois são reservados e ficam desconfortáveis com a ideia de se expor? “Nem detalhes da profissão eu pergunto”, afirma Gikovate. E a privacidade é sempre respeitada. Mesmo o que se fala no divã individualmente, se houver sessões só com um dos parceiros, não é compartilhado na conversa a dois sem autorização. Mais: os terapeutas não costumam debater os problemas dos pacientes na mesa de bar. “Se necessário, por motivos profissionais, falo com colegas sobre algum caso, mas omitindo nomes e detalhes para que os pacientes não sejam identificados”, diz Silva.

 

10. Se quiser, volte sempre

Os casais podem retomar as sessões depois de meses ou anos longe do consultório. “Tenho pacientes que são cíclicos”, diz Silva. “Outros resolvem a questão que os trouxe e não aparecem mais.” O retorno pode se dar por um novo motivo ou pelo mesmo. Longe de sinal de fraqueza, indica maturidade – para resolver o que perturba a relação.

 

*matéria retirada do site “REVISTA CLÁUDIA”